Praia de Itamambuca, Ubatuba / SP (Domingo, 19 de julho) - O Surf Brasil PRO Ubatuba terá novos campeões nesse ano na Reserva Nacional de Surf do litoral norte de São Paulo. O pernambucano Luel Felipe perdeu logo na sua primeira defesa do título conquistado no ano passado e a catarinense Laura Raupp não está participando da etapa que estreou no calendário da Confederação Brasileira de Surf em 2025. No domingo, foram realizadas 20 baterias da segunda fase masculina e as 4 primeiras da segunda rodada feminina. As eliminatórias prosseguem nessa segunda-feira, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais de TV Woohoo Surf e XSports .
O segundo dia do Surf Brasil PRO Ubatuba começou com um surfista local da Praia de Itamambuca, fazendo novos recordes nesta terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Surf Profissional de 2026. O ubatubense Daniel Adisaka igualou a nota 7,50 que o seu conterrâneo, Geovane Ferreira , conseguiu no sábado e ainda somou um 6,50 para totalizar 14,00 pontos. Daniel estreou com vitória sobre o cearense Cauet Frazão , que ganhou a disputa pela segunda vaga da bateria para a terceira fase, contra o jovem paraibano Arthur Vilar de apenas 14 anos de idade e o carioca Igor Shibata .
"Primeiramente, quero agradecer a Deus e estou muito feliz de estar competindo aqui em casa de novo", disse Daniel Adisaka , que tenta melhorar a modesta posição 94 que ocupa no ranking brasileiro de 2026 . "É um privilégio vestir a lycra aqui em casa. Eu surfo muitas vezes aqui em Itamambuca e a gente faz bastante treino quando a galera de Ubatuba tá por aqui. Essa ondulação agora tá de Leste, então dificulta um pouco a leitura de onda, mas é bom porque tem bastante ondas e fica bem dinâmica a bateria".
Outros surfistas de Ubatuba que estrearam com vitórias na terceira etapa do Surf Brasil PRO 2026 em casa no domingo, foram o ex-top da elite mundial, Wiggolly Dantas , Guilherme Fernandes e um estreante em etapas válidas pelo título brasileiro profissional, Eduardo Mulford . Wiggolly é de uma família de surfistas criados na Praia de Itamambuca, a bicampeã brasileira Suelen Naraísa e o campeão de 2023, Weslley Dantas . No ano passado, Guigui chegou nas semifinais desta etapa na sua casa, seu melhor resultado desde o início da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf em 2022.
"A ondulação de Leste fica um pouco difícil aqui, Itamambuca é assim e você tem que ficar ali na correnteza tentando achar onda boa. Eu fiquei esperando, porque sabia que se viesse uma ondinha, eu ia conseguir fazer a nota que precisava e acabei pegando uma ali no final que deu tudo certo", contou Wiggolly Dantas . "No ano passado eu fiz terceiro lugar aqui e esse ano o foco é vencer. É um campeonato bem especial pra mim, no quintal da minha casa, onde eu comecei a surfar. Então, com certeza, eu vou querer ter um troféu desse de campeão na estante da minha casa".
RECORDISTA EM ITAMAMBUCA NO ANO PASSADO ESTREIA COM VITÓRIA
Quem também se destacou na estreia da Reserva Nacional de Surf da Praia de Itamambuca no ano passado foi o potiguar Mateus Sena . Ninguém conseguiu superar os 16,67 pontos que ele totalizou na vitória sobre o campeão mundial Adriano de Souza na repescagem. E no domingo estreou batendo um bicampeão brasileiro, Messias Felix . O cearense liderou quase todo o confronto, mas Mateus Sena assumiu a ponta na última onda que surfou, para passar em primeiro lugar. Messias se classificou em segundo, com ambos eliminando o sergipano Jean Muniz e o bicampeão brasileiro de SUP Surf, Luiz Diniz .
"To amarradão, Itamambuca é um lugar que eu gosto pra caramba, principalmente quando tá nessa condição, com essa esquerdinha do canal, que é minha melhor característica pra fazer as manobras aéreas na esquerda", disse Mateus Sena . "Estou feliz que tem essa condição, tá o maior diazão e a praia tá lotada como de costume. As pranchas estão boas, a cabeça tá boa também, então tem tudo pra ser um grande campeonato pra mim. Eu não fui bem lá nas etapas do Nordeste, mas agora é hora de se superar e quero fazer uma perna boa aqui no Sudeste e no Sul".
Fonte original: Surf Brasil - Confederação Brasileira de Surf


