Praia de Itamambuca, Ubatuba / SP (Sábado, 18 de julho) - O Surf Brasil PRO Ubatuba começou em alto nível no sábado, com cinco campeãs e três campeões brasileiros estreando logo no primeiro dia na Reserva Nacional de Surf do litoral norte de São Paulo. Mas, apenas a paulista Julia Nicanor e o capixaba Krystian Kymerson estrearam com vitórias na Praia de Itamambuca. Já a cearense Silvana Lima , a paraibana Diana Cristina e a paulista Suelen Naraísa , avançaram em segundo lugar nos confrontos de gerações que marcaram a primeira fase feminina. A segunda rodada masculina foi iniciada no fim do dia e continua neste domingo, com transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais Woohoo Surf na TV fechada e XSports na TV aberta.

A competição feminina da terceira etapa do Surf Brasil PRO 2026 , já começou com a campeã brasileira de 2020, Yanca Costa , sendo eliminada na primeira bateria. A cearense de 26 anos, foi barrada por Aysha Ratto de Búzios (RJ) e pela paranaense Gabriely Vasque , ambas com 19 anos de idade. Sua irmã mais jovem, Laiz Costa , de 21 anos, ganhou o confronto seguinte e duas baterias depois entrou no mar a maior surfista do Brasil em todos os tempos, a hexacampeã brasileira e duas vezes vice-campeã mundial, Silvana Lima . A cearense enfrentou três surfistas da novíssima geração e se classificou em segundo lugar.

"Eu quase perdi na verdade, mas o importante agora era passar. Quem gosta de surfar bem como eu, não foi uma bateria como eu queria, mas consegui passar e seguimos aí", disse Silvana Lima , que relembrou de momentos marcantes vividos em Ubatuba. "Eu conheço esse lugar desde 2002, quando fui morar no Rio de Janeiro e acabei vindo pra cá correr um campeonato amador de duas etapas que dava um carro. Eu ganhei aqui em Ubatuba, ganhei em Maresias e ganhei o carro. Foi com ele que dei a primeira casa pra minha mãe, então tenho lembranças maravilhosas daqui. No ano passado, eu ganhei a etapa da Taça Brasil e fiquei em segundo no Dream Tour aqui também, então estou amarradona de estar mais um ano em Ubatuba".

Silvana Lima já tem 41 anos de idade, mas continua competindo em alto nível e é recordista com 8 finais disputadas em etapas válidas pelo título brasileiro na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf , iniciada em 2022. Nessa bateria, Silvana superou a carioca Nina Estrella de 19 anos e a paulista Isabel Meyer de apenas 14 anos, mas uma estreante no Campeonato Brasileiro de Surf Profissional acabou derrotando as três. Também com apenas 14 anos, a ubatubense Mariana Elias conseguiu a maior nota da bateria - 4,90 - na última onda que surfou, para vencer Silvana Lima por 7,73 a 7,24 pontos.

"Nossa, eu to realizada", vibrou Mariana Elias , uma das atletas treinadas no Instituto do bicampeão mundial Filipe Toledo em Ubatuba . "Quando vi que ia cair na bateria com a Silvana, eu fiquei muito feliz, mas sabia que ia ter que mostrar bem o meu surf pra conseguir passar. Estou muito feliz porque acabei vencendo, ainda mais aqui onde treinei a semana inteira, muito forte todos os dias. Deu altas ondas, eu treinei muito mesmo e estou feliz de ter conseguido mostrar o meu surf e de passar pra próxima fase. Quero agradecer todo mundo que está comigo, meus patrocinadores, apoiadores e vamos pra próxima".

MAIS DUAS VITÓRIAS DA NOVA GERAÇÃO SOBRE AS CAMPEÃS BRASILEIRAS

Na sequência, outras duas campeãs brasileiras também se classificaram em segundo lugar nas suas baterias de estreia no Surf Brasil PRO Ubatuba . A paraibana Diana Cristina , a índia Tininha da Tribo Potiguara de 36 anos, campeã brasileira em 2011, enfrentou duas paulistas e barrou Aurora Ribeiro , 18 anos, mas Kemily Sampaio , 21 anos, ganhou a bateria. E a bicampeã brasileira de 2009 e 2010, Suelen Naraísa , de 41 anos como Silvana Lima , irmã do Wiggolly e do Weslley Dantas , da família criada na Praia de Itamambuca, superou a catarinense Alma Corgiolu , 18 anos, na bateria vencida pela carioca Julia Duarte , 23 anos.

"Nossa, eu quase morri dentro d´água e estou superfeliz em competir em casa de novo. Na verdade, eu não queria ter ficado tão nervosa, mas não tem jeito né, em casa, o lugar onde eu cresci, aprendi a surfar com a família, amigos, então a pressão vem um pouco. Mas, passei a primeira e agora vamo relaxar pra próxima", disse Suelen Naraísa , que falou sobre a evolução do surf feminino. Ela é do tempo que tinham poucas meninas competindo e com o trabalho que vem sendo feito pela gestão do presidente Teco Padaratz , de descobrir e preparar novos talentos, a realidade mudou . No Surf Brasil PRO Ubatuba , está sendo igualado o recorde de 58 inscritas registrado na etapa passada, em Porto de Galinhas, Pernambuco.

Fonte original: Surf Brasil - Confederação Brasileira de Surf