A quinta-feira começou com vitória da surfista olímpica Tainá Hinckel sobre a carioca Aysha Ratto , por imbatíveis 13,34 pontos nas oitavas de final femininas. A catarinense conseguiu nota 7,17 na sua melhor onda e quase bateu o recorde de 13,40 pontos da pernambucana Monik Santos na quarta-feira. Tainá agora vai fazer um clássico do surf brasileiro na primeira quarta de final com a paulista Sophia Medina , que derrotou a sensação cearense nas ondas da Praia do Borete, Gabriely Queiroz , por 9,13 a 7,70 pontos.
"Estou superfeliz por essa bateria, principalmente porque consegui ir trocando as notas e isso te deixa mais tranquila. Apesar de que, a Aysha (Ratto) surfa muito e pegou uma onda muito boa na bateria" , destacou Tainá Hinckel . "Achei as condições do mar um pouco difíceis, mas quando você encaixa no lugar certo, consegue pegar umas ondas boas. Não foi uma bateria tão simples, ao contrário, foi superdisputada. Só que consegui escolher as ondas certas para ir trocando notas. Estou superfeliz com minha competitividade e que deu tudo certo para passar essa bateria contra a Aysha, que surfa muito".
No segundo duelo das quartas de final, a paulista Sophia Gonçalves , que barrou a ipojucana Monik Santos , vai enfrentar a gaúcha Alexia Monteiro . Curiosamente, ambas ganharam suas baterias por 11,50 pontos. Na chave de baixo, que vai apontar a segunda finalista do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas , a número 1 do ranking, Juliana dos Santos , terá pela frente a grande promessa da nova geração, a paulista de apenas 14 anos de idade, Carol Bastides , que já bateu uma campeã brasileira na quinta-feira, Yanca Costa . E a última vaga para as semifinais, será disputada pela experiente paulista Juliana Meneguel e a jovem catarinense Kauanny de Souza , de 15 anos.
JULIANA DOS SANTOS CONFIRMA A LIDERANÇA DO RANKING NA QUINTA-FEIRA
Juliana dos Santos já passou por um dos grandes talentos desta promissora geração de surfistas, a paranaense Luara Mandelli . A cearense foi quem chegou mais perto dos 13,34 pontos da Tainá Hinckel , ao vencer sua bateria por 12,17 pontos. Com a classificação para as quartas de final, Juliana já garantiu 16.100 pontos no ranking. A catarinense Tainá Hinckel ainda pode igualar essa pontuação se ganhar o Surf Brasil Pro Porto de Galinhas , mas ficaria abaixo no primeiro critério de desempate, que é o maior número de baterias vencidas.
"A gente já sabe o que tem que fazer dentro do mar, é um trabalho que vem sendo feito há um tempo, para ser executado na hora certa" , disse Juliana dos Santos , campeã brasileira de 2024. "Estou muito feliz em ter feito um bom resultado no Panamericano de Surf no Panamá, onde fiquei em terceiro lugar. Em seguida, vim direto pra cá e competi no Nordestino aqui do lado, como um treino semana passada. E consegui vencer fazendo boas performances no mar, que tinha altas ondas. Estou feliz por estar conseguindo encaixar meu surf nas baterias e achar boas oportunidades para surfar e bora pra próxima".
LIDERANÇA DO RANKING MASCULINO É AMEAÇADA POR 18 SURFISTAS
Na competição masculina, o líder do ranking, Michael Rodrigues , não passou nenhuma bateria esse ano na Praia do Borete, onde foi semifinalista no ano passado. O cearense mora há muitos anos em Florianópolis (SC) e agora é ameaçado por 18 surfistas, que ainda estão vivos na disputa do título do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas . O vice-líder, Wesley Leite , já assume a ponta se passar para as oitavas de final, no duelo com o potiguar Rafael Barbosa, que ficou para abrir a sexta-feira em Ipojuca.
Fonte original: Surf Brasil - Confederação Brasileira de Surf


