O catarinense Luciano Nem Silveira compete na PS-S3, dos atletas com deficiência na perna acima do joelho. Ele é o atual bicampeão brasileiro e bicampeão mundial de 2024 e 2025 e lidera o ranking do Circuito Mundial de 2026, com vitórias nas duas primeiras etapas que rolaram na Austrália e Havaí. Nem estreou na quinta bateria do Surf Brasil Parasurf 2026 na sexta-feira e conseguiu as maiores notas com seu ataque agressivo de backside nas esquerdas da Praia do Borete. O catarinense somou notas 9,40 e 8,75 na vitória por 18,15 pontos, jogando fora outra nota excelente, 8,10, além de um 7,90 e um 7,50.
"Estou feliz da vida em conseguir ir aumentando minhas notas. Foi uma conexão com o mar e com Deus incrível", disse Luciano Nem Silveira . "Eu orei muito antes de entrar na água, pedindo que Ele me guiasse e guiou, mandando essas ondas espetaculares. Eu tava muito solto, muito à vontade, porque tenho treinado bastante aqui. Eu cheguei bem antes do campeonato e o resultado é esse aí do trabalho duro, consistente e to querendo muito esse título, para ir representar o Brasil novamente na Califórnia. Agora a meta é fazer um 10. Esse é o meu sonho, de conseguir um 10 na bateria e vou na busca dele" .
No Surf Brasil Parasurf 2026 , cada atleta disputa duas baterias e o resultado computa as duas maiores notas conseguidas nas duas participações. No caso do Luciano Nem Silveira , ele praticamente confirmou o tricampeonato brasileiro e a vaga para representar o país mais uma vez na categoria PS-S3 do Mundial de Parasurf da ISA, que ainda não tem data e local confirmados. O título não está oficialmente garantido, porém dificilmente seus adversários, os cearenses Gilmario Guimarães e Estenio Araujo e o gaúcho Claudio Brum , conseguirão superar os 18,15 pontos que Luciano Nem atingiu na sexta-feira em Ipojuca.
CATARINENSES BICAMPEÕES MUNDIAIS SE DESTACAM NA SEXTA-FEIRA
O surfista criado nas ondas da Joaca, bateu os recordes que outro catarinense e igualmente bicampeão mundial havia registrado no segundo confronto do dia. Rafael Lueders conquistou os títulos de 2022 e 2023 na categoria PS-S2, dos paratletas com deformidade em membro inferior abaixo do joelho, oposto ao do Luciano Nem , que é acima do joelho. Rafael foi campeão brasileiro no ano passado nas mesmas ondas da Praia do Borete e conseguiu nota 8,75 na melhor onda que surfou contra o sergipano Ygor Almeida no segundo confronto do dia. Com ela, ele ganhou a bateria por 15,25 pontos.
"Estou muito feliz, gosto muito de surfar aqui nessa praia, a onda aqui do Borete é muito boa e o evento está de parabéns", destacou Rafael Lueders . "A galera toda da organização é muito bacana e o Parasurf, se Deus quiser, vai cada vez mais ganhando reconhecimento no Brasil. Esse ano teve recorde de inscritos, com Santa Catarina, por exemplo, vindo com 19 atletas, então a modalidade está crescendo cada vez mais. A gente fica feliz de ver que tá dando certo, com nossas vitórias motivando outros atletas a competirem".
CAMPEÃO MUNDIAL MAIS JOVEM DA HISTÓRIA ABRE O SURF BRASIL PARASURF
Um destaque de uma já nova geração do Parasurf, ganhou a bateria que inaugurou oficialmente o Surf Brasil Parasurf 2026 , logo após a emocionante cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro e da Seletiva Mundial, na manhã da sexta-feira em Porto de Galinhas. O potiguar Davi Lima estreou na modalidade no ano passado, conquistou o título brasileiro na Praia do Borete e se tornou o campeão mundial mais jovem da história do Parasurf também em 2025, com 16 anos de idade. Davi nasceu com uma deformidade no braço e compete na categoria PS-S1. Ele é um dos paratletas que recebem suporte do Instituto Aldemir Calunga, ex-surfista profissional que trouxe uma equipe do Rio Grande do Norte.
Fonte original: Surf Brasil - Confederação Brasileira de Surf


