Praia de Itamambuca, Ubatuba / SP (Sábado,25 de julho) - A cearense Silvana Lima e o catarinense Lucas Vicente conquistaram os títulos do Surf Brasil PRO Ubatuba nas ondas desafiadoras do sábado na Praia de Itamambuca, a Reserva Nacional de Surf do litoral norte de São Paulo. A hexacampeã brasileira e melhor surfista do país em todos os tempos, com seus 41 anos de idade, saltou do 19º para o quarto lugar no ranking, com a vitória sobre a paulista Kemily Sampaio , 21 anos. E o florianopolitano de 25 anos, ganhou uma etapa válida pelo título brasileiro pela primeira vez, na final com o potiguar Israel Junior , 28 anos e campeão brasileiro de 2022. Os quatro finalistas vão disputar os títulos de 2026 na última etapa do Surf Brasil PRO 2026 , nos dias 21 a 29 de novembro na Guarda do Embaú, em Palhoça, Santa Catarina.

"Realmente, Ubatuba obrigado, só tenho resultado maravilhoso nesse lugar, boas lembranças. Esse ano to vindo ruim no Brasileiro Profissional, mas eu sabia que ia chegar minha vez e, graças a Deus, veio a vitória, deu Silvana e estou feliz demais", disse Silvana Lima , que falou sobre ter entrado na disputa do título brasileiro. "Eu sei que o título tá bem difícil de conquistar, pois tive dois resultados ruins. Agora, com essa vitória, a gente entra na disputa, mas se não vier o título, eu quero estar entre as 3 melhores, porque quero ir pro PASA Games no ano que vem, pra brigar novamente pelo título do Panamericano".

Silvana Lima se tornou a primeira surfista a chegar em 9 finais nas 23 etapas válidas pelo título brasileiro na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf , iniciada em 2022. Ela foi vice-campeã na final com Laura Raupp no ano passado em Ubatuba, agora comemorou a sua quinta vitória e a última tinha sido em 2023, em Xangri-lá (RS). Depois vieram quatro títulos perdidos e o tabu foi quebrado agora. Já o catarinense Lucas Vicente foi campeão do extinto circuito Taça Brasil também em 2023 e essa é a primeira vez que chega numa final da divisão principal do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, Lucas saltou da 26.a para a terceira posição no ranking e passou a ser um dos 20 surfistas com chances matemáticas de conquistar o título brasileiro de 2026 na Guarda do Embaú.

"Eu fui campeão da Taça Brasil, depois fui pro QS, pro Challenger e acabou que eu não consegui administrar tudo isso", contou Lucas Vicente . "Finalmente, aqui eu consegui mostrar o meu potencial nesse circuito maravilhoso, tirou um peso das costas e to amarradão. Foi bem difícil essa final, acho que nenhum dos dois conseguiu impor o ritmo que queria, mas fui muito feliz em somar minhas notas rápido e construir o somatório pra administrar a vantagem. Agora tem a Guarda do Embaú e nada melhor poder surfar com a família me apoiando, meu pai, minha mãe, meu irmão, minha noiva, porque sem eles eu não estaria aqui".

CAMPEÃO E CAMPEÃ GANHAM A MESMA PREMIAÇÃO DE 50 MIL REAIS

Com a vitória no Surf Brasil PRO Ubatuba , Silvana Lima e Lucas Vicente ganharam o mesmo prêmio de 50 mil reais, assim como Kemily Sampaio e Israel Junior levaram 25 mil reais pelo vice-campeonato. O Surf Brasil promove o circuito nacional mais rico do mundo, único que oferece meio milhão de reais em cada etapa. Nesta temporada de 2026, serão 2 milhões de reais distribuídos na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante no Ceará, na Praia do Borete em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca em Pernambuco, na Praia de Itamambuca em Ubatuba, São Paulo, e na Guarda do Embaú, em Palhoça, Santa Catarina.

Lucas Vicente teve um grande teste para chegar em sua primeira final no Surf Brasil PRO . Nas semifinais, ele encarou o guarujaense John Muller , de apenas 19 anos, que foi a sensação desta etapa em Ubatuba. John já começou voando alto para somar notas 7,00 e 7,67. Mas, Lucas mostrou a potência do seu surf de borda, manobrando forte de backside numa direita e de frontside numa esquerda, que valeram notas 7,83 e 7,33. Com elas, avançou para a decisão do título com um placar apertado de 15,16 a 14,67 pontos.

ISRAEL JUNIOR VICE-CAMPEÃO ESTREANDO PATROCÍNIO DO MATHEUS CUNHA

Fonte original: Surf Brasil - Confederação Brasileira de Surf